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existir e não existir, ao mesmo tempo; e o de identidade, segundo o qual uma coisa é o que é,
portanto não pode ser outra ao mesmo tempo. Nessa área, com o avanço do conhecimento e
constatado o quanto nossos cinco sentidos nos enganam e limitam nossa percepção, Lupasco
(apud Weil, 1999) mostrou a necessidade de substituir essa lógica por uma lógica de
antagonismo.
Weil descreve e analisa os três princípios que condicionam a existência de um sistema
conforme proposto por Lupasco, quais sejam: “a rel ação de antagonismo”, “a relação de
contradição” e o de “antagonismo da energia”. A relação de antagonismo preconiza que
todo sistema só existe se os seus constituintes são atraídos e se rejeitam ao mesmo tempo, de
modo que, conforme o autor, “Todo siste ma é, por conseguinte, função de duas forças
antagônicas, ligadas uma à outra”. (WEIL, 1999, p. 21) Assim, um sistema se define pela
coexistência de duas forças contrárias, uma de atração e outra de repulsão, e será tanto mais
forte e resistente quanto essas forças forem iguais e equilibradas. Na relação de contradição,
o sistema só pode se manter se existir uma força de heterogeneidade que seja contrária à força
de homogeneidade, sem que esses movimentos se realizem completamente, justamente pela
presença dentro do próprio sistema do movimento oposto. Nesse sentido, Lupasco expõe que
a presença simultânea de homogeneidade e de heterogeneidade é própria de todo o sistema.
No princípio do antagonismo da energia (potencialização-atualização), para que a energia se
manifeste é necessário que ela passe de um estado potencial para um estado de atualização,
isto é, “para que exista a possibilidade de a energia se manter em um estado de
potencialidade, é imprescindível que uma força contrária se encontre em atualização, sem isto,
tudo seria estático e não haveria nem mudanças nem sistema”. (WEIL, 1999, p. 22) Com
relação aos sistemas energéticos, Weil (1999) aborda as interligações entre eles, sejam físicas,
biológicas ou psicológicas, como partes de um sistema de personalidade.
Para o presente estudo, são relevantes as discussões feitas pelo autor em questão sobre
os estados de consciência e a vivência da realidade, nas quais aborda os conflitos gerados por
princípios ou fenômenos empíricos na busca da verdade, salientando que a mente caracteriza-
se por ser dual, por separar, dividir, confrontar, julgar, destacar e, dessa forma, não poderia
vivenciar a realidade se esta for una, global e “não -dual”. Weil utilizou os sistemas de chakras
para estudar os processos de transformação dos campos de energia no homem, caracterizando
os estágios da passagem do estado de noção do eu separado, ilusório, para a noção de unidade
fundamental, realidade. Para tanto, desenvolveu um modelo com sete níveis, relacionados aos
sete centros energéticos, pelo qual se trabalharia o desapego dos prazeres a eles ligados. Em
ordem crescente de abordagem, do primeiro ao sétimo centro, estaria primeiramente o apego à